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REIKI USUI SHIKI RYOHO

SHINPIDEN

INTRODUÇÃO

O primeiro nível de Reiki, é um marco na vida duma pessoa, o segundo é também marcante pelo facto de sentirmos a inexistência de espaço e tempo, o terceiro é talvez o mais especial graças às portas que nos abre para o auto-conhecimento, para o desenvolvimento humano, para uma maior evolução espiritual, para uma maior expansão da nossa consciência, colocando-nos duma forma mais clara no caminho da Satori - o grande objectivo do Usui Reiki Ryoho.

Alguns Mestres, especialmente no ensino de Reiki Usui Shiki Ryoho e Reiki Usui Tibetano, entre outros, dividem este nível em dois: Nível III-a para Mestres onde é ensinado o símbolo de Mestre e o seu uso na cura e na meditação e o Nível III-b para Professores onde são dadas as informações sobre a realização das sintonizações e o respectivo ensino do Reiki.

O facto do Reiki III se ter dividido em dois graus distintos, não se alheia da inclusão de várias técnicas Tibetanas no sistema e consequentemente a necessidade de mais tempo para o ensinamento das mesmas. Depois do Reiki ter sido trazido para o Ocidente pela Senhora Takata, vários Mestres acharam que o sistema não estava completo ou quiseram investigar mais as raízes do mesmo. Nas suas buscas, encontraram algumas ligações com práticas Tibetanas e integraram algumas delas no Reiki, como por exemplo: Mandalas de Cristais, Mudras, o Antahkarana, a Respiração do Dragão de Fogo, a Respiração Violeta, a posição Hui Yin, etc. Três símbolos Tibetanos foram também adoptados: Dumo (hoje designado também de Dai-Ko-Myo Tibetano), o Raku e a Serpente de Fogo.

Outros mestres, por associação de conceitos e palavras a outras práticas esotéricas, inseriram também algo que acaba por meter medo a um grande número de pessoas, os Guias do Reiki. Entretanto, por cada livro que se lê, ou página da Internet que se consulta, apercebemo-nos de novas associações e inclusões; talvez graças à simplicidade e flexibilidade do sistema ou simplesmente porque é assim que tem que ser, associa-se o Reiki à terapia com Cristais, à Psicoterapia, ao trabalho conjunto com Extra-Terrestres, ao Xamanísmo, entre muitas outras práticas.

Mas voltando ao material tibetano, porque foi a partir deste que o Reiki sofreu grandes alterações, sabe-se que grande parte do mesmo foi integrado por Iris Ishikuro (aluna de Takata) e posteriormente por Arthur Robertson (aluno de Iris) que acabou por criar uma das primeiras ramificações do Reiki Usui Shiki Ryoho, o Raku Kai Reiki, o qual, por sua vez, deu origem a outras ramificações do Reiki como por exemplo o Vajra Reiki, o Reiki Essencial de Diane Stein, o Shamballa Reiki, o Blue Star Reiki, o Enersense na Austrália ou o Reiki Usui Tibetano de William Rand.

Houve mestres no entanto, que resistiram a esta inserção de novo material e consequente divisão; a maioria deles são considerados Mestres Independentes e continuam a tentar ensinar o Reiki o mais perto possível das suas origens. Não estão mais ou menos certos do que todos os outros; têm simplesmente uma perspectiva diferente e adoptam consequentemente outra postura.

Graças às investigações de Frank Arjava Petter e sua ex-esposa Chetna Kobayashi, sabe-se hoje, que Mikao Usui ensinava o Reiki em 3 níveis: Shoden (primeiros ensinamentos), Okuden (segundos ensinamentos) e Shinpiden (ensinamentos misteriosos ou secretos) e como mestres independentes, pretendemos manter esses 3 níveis originais. Isto não significa que caso nos deparemos com alguma técnica que não faça parte do Reiki de Usui, mas que achemos que seja válida e contribua para moldar o sistema aos tempos actuais, não a integremos nos nossos cursos. Da mesma forma, se achamos que alguma técnica original de Usui não ressoa com a nossa realidade ou porque se considera obsoleta em função da realidade social em constante evolução, não excluamos a mesma do sistema. Tudo isto tendo sempre em mente manter os 3 graus originais e facilitar o processo de fusão entre Praticante de Reiki e Reiki, com o objectivo de ambos - Pessoa e Energia - se redescobrirem e voltarem a ser uma só.

Este é então, o último Grau do Reiki onde se fica sintonizado com o Símbolo de Mestre de Reiki de Usui, utilizado na cura e nas sintonizações e onde se aprende todos os processos de sintonização dos iniciados com a Energia de Amor Incondicional do Reiki.

O Shinpiden não é uma finalização da aprendizagem do sistema, mas antes, um novo começo, pois a aquisição de conhecimentos, continua infinitamente e ela só se torna possível com a prática diária do Reiki, permitindo que o Reiki se integre na nossa vida e a preencha de amor, de paz, de confiança, de honestidade, de integridade e felicidade.


© Copyright, Sandra Ramos e Jorge A. Ramos