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O PAGAMENTO IDEAL

Muita polémica gira à volta do Reiki e do dinheiro: muitos "amigos" se zangam, muito se aponta o dedo, muita gente diz "o meu (?) Reiki é que é o original" (talvez, por isso tenha de ser bem pago), muita coisa se escreve e eis aqui mais uma... era bom mesmo que fosse a última, mas decerto vai-se escrever muito mais e muito mais se vai baralhar a pobre cabeça do "coitado" que se quer iniciar neste sistema e não sabe para onde se há-de virar, com tanta gente a dizer tanta coisa diferente, sobre a mesma coisa... é assim que tem de ser... assim seja !

A uma conclusão cheguámos, graças à nossa prática diária com a Energia, graças ao que temos presenciado com os mais de dois milhares de alunos que frequentaram os nossos cursos e graças àquilo que temos vindo a verificar que acontece com as imensas ramificações e filosofias sobre o Reiki que nascem a cada dia:

A Energia é de Amor Incondicional e flui independentemente das regras que o ego humano impõe, ou não.

Por isso, seja efeito placebo, seja qualquer outro efeito mental, com o Reiki não funciona: Não é possível debilitar a Energia pagando pouco, ou fortalecê-la pagando muito.

Comenta-se também que quando as pessoas pagam, ainda que muito pouco, não se sentem em dívida. Conta-se uma história da Srª Takata, que iniciou os vizinhos e a família deles sem qualquer troca, para que pudessem trabalhar consigo próprios na sua cura; contudo estas pessoas continuaram a pedir a Takata para lhes dar Reiki, porque "o dela era melhor". Esta história é geralmente aproveitada para afirmar: "quem não paga o Reiki, não dá valor".

Contudo, se, nós Reikianos, pensarmos um pouco, todos sabemos que é diferente fazer um auto-tratamento e receber um tratamento de outra pessoa, talvez porque se sente mais a Energia quando se a recebe de outra pessoa, talvez porque o corpo está deitado, mais relaxado, mais solto e a Energia parece que "flui melhor". Para além disto, é um facto que algumas pessoas que frequentaram os nossos cursos e não podem puderam pagar, tiveram também transformações profundas nas suas vidas e, mais interessante: não se sentiram em dívida!

Outra coisa também é certa: quem dedica a sua vida às terapias ou aos cursos, parcial ou integralmente, tem de continuar a viver, tem de continuar a vestir-se, alimentar-se e a ter oportunidade para continuar a ter os seus prazeres terrenos; tem também de valorizar o seu tempo e a sua atitude. Quantos de nós Reikianos gostaria de se dedicar a fazer terapias ou a dar cursos a tempo inteiro?

Certamente que... muitos!

E quantos de nós, arrisca esse passo no vazio?

Certamente que... muito poucos!

E dos poucos que têm a coragem de o dar, quantos querem enriquecer com o Reiki?

Nenhum!

E quantos querem empobrecer?

Nenhum!

Então, talvez seja necessário equilibrar ambos os pratos da balança.

Pagar ou não pagar, pagar muito ou pagar pouco, o que é importante é que a pessoa que toma essas decisões, sinta que essas são as decisões certas em função da sua realidade, em função da sua situação social, em função das suas necessidades e não em função do que os outros dizem que deve ser ou não ser, isto porque, cada ser é único e possui uma realidade diferente - e é essa realidade que é a certa.

Assim, não há que julgar que aquele terapeuta é que tomou a posição certa porque cobra muito, ou o outro é que sim, que está certo, porque cobra pouco. Não há que julgar que aquele Mestre de Reiki é que está certo porque cobra pouco, ou o outro é que sim, porque cobra muito. Todos estão certos! Achamos que, todos estão a experienciar o Reiki segundo as suas próprias realidades.

Mais importante do que julgar o outro, é (se decidimos dedicar a nossa vida ao trabalho com o Reiki) meditarmos e encontrarmos a posição ideal para o nosso caso, para a nossa realidade - porque é essa a posição certa.

Ter saúde é o mais importante, o resto vem por acréscimo. Sonhemos os nossos sonhos e realizemos aquilo que pensamos que está certo para nós, desta forma, achamos que estamos no caminho certo.

Com muita frequência o homem cria regras - vivemos rodeados delas - a norte, a sul, a este, a oeste, por cima e por baixo. Já alguma vez reparou, quando foi a uma biblioteca ou a uma boa livraria, na secção dos livros de Direito? Como são "fininhos", não é? Esses são livros necessários, senão viveríamos num caos; contudo, na nossa cabeça, temos também uma imensa biblioteca cheia de livros de regras e como estamos habituados a criá-los, logo que entramos no mundo do Reiki, a tendência é... criar mais um livro!

Como todos sabemos também, por vezes essas regras transformam-se em pedras que se tornam bastante pesadas, e depois, o próprio homem que as criou, não consegue aguentar o peso das mesmas. Então, se já estamos completamente envolvidos em regras, porquê criar mais regras com o Reiki?

Quanto mais se "trabalha" com o Reiki, mais se chega à conclusão que não vale a pena criar regras porque o próprio Reiki se encarrega de as dissolver: quando tentamos criar uma... ops! não é possível porque afinal... Não demos já todos conta disso? Porquê insistir?

Para concluirmos, parece-nos haver uma fórmula muito simples que o Ser Humano ainda não conseguiu entender na sua totalidade e que traduz tudo aquilo que estamos aqui a expor:

Reiki = Amor Incondicional

Esta sim, talvez seja a única regra que o Reiki irá permitir que nós humanos criemos. Compreendê-la, aceitá-la e integrá-la no nosso Ser, ou não, está literalmente nas nossas mãos.

Nós ainda estamos a tentar compreender todas as suas facetas - não é um caminho fácil - mas o Reiki ajuda !


© Copyright, Sandra Ramos e Jorge A. Ramos